Bach sempre dizia que você tem que seguir a sua vocação, ou seja, se você se sente feliz, sendo uma dona de casa, um pianista, um jogador de futebol... enfim, o que te faz feliz é realmente o que você deve fazer, independente do que qualquer pessoa pense a respeito da sua opção. Segundo Bach, quando damos ouvido às interferências dos outros em nossas vidas, é justamente aí que surge a doença, pois não estamos seguindo a vontade da nossa alma e assim trazemos para nós um conflito interior que se manifesta em nossa saúde.
Outro fator que gera a doença em nosso organismo, é, quando agimos contra as leis da Unidade, ou seja, quando agimos com crueldade e causamos o mal para os outros.
Para Bach, a doença é resultado de um conflito que surge quando a personalidade se recusa a obedecer aos ditames da alma e há desarmonia entre o Eu Espiritual ou Superior e a personalidade inferior, que é como nos conhecemos.
A doença serve para nos fazer parar de praticar ações erradas; é o método mais eficaz para harmonizar nossa personalidade com nossa alma.
Como o próprio Bach disse:
"Se não fosse a dor, como poderíamos saber realmente que a crueldade fere? Se não tivéssemos tido qualquer perda, como poderíamos compreender o sofrimento causado pela falta? Na verdade deveríamos aprender nossas lições no plano mental, salvando-nos do sofrimento físico, mas muitos de nós não o conseguem.
E assim a doença nos é enviada para acelerar nossa evolução. Embora possa parecer cruel de nosso ponto de vista estreito, é na realidade de natureza benéfica. É o método adotado por nossa própria Alma para nos trazer ao caminho da compreensão".
Primeiro é preciso curar a mente e depois o corpo; portanto o trabalho do médico é duplo: ajudar o paciente a corrigir sua falha espiritual e dar-lhe remédios tais que o ajudem a efetuar essa correção no plano físico. A mente mais saudável realizará a cura por si.
Para explicar melhor o método de cura através dos florais, vou falar um pouquinho de Hahnemann, que foi quem inspirou Bach para criar seus sistemas florais.
Como já mencionei na própria biografia de Bach, Hahnemann já trabalhava com a importância das personalidades em seus tratamentos e foi justamente isso que despertou interesse em Bach.
Hahnemann não dava muita atenção aos detalhes da doença e sim ao tratamento da personalidade, pois percebeu que, se as naturezas mental e espiritual estavam em harmonia, a doença desaparecia.
Bach buscou essa harmonia, empregando drogas, remédios e plantas que ele mesmo selecionava, que poderiam reverter sua ação pela potencialização, de modo que a mesma substância que originou os sintomas das doenças poderia, em quantidade reduzida, curar aqueles sintomas, quando preparadas pelo seu método especial. Desta forma, criou a lei do semelhante cura semelhante", ou seja, a própria doença cura a doença ,pois a mesma é o resultado de uma atividade errônea.
Ela é a conseqüência natural da desarmonia entre nossos corpos e nossas almas. É "semelhante curando semelhante" porque é a própria doença que impede e que previne que nossas más ações continuem, e ao mesmo tempo, é a lição que nos ensina a corrigir nossa maneira de viver e harmoniza nossas vidas com os desejos de nossas Almas.
A doença é o resultado do mau pensamento e da má ação e cessa quando o pensamento e a ação são corrigidos. Quando esta lição é aprendida, não há mais propósito para a presença da doença e ela automaticamente desaparece. Assim se define "semelhante curando semelhante" de Hahnemann.
Bach, com suas próprias palavras, definia a doença desta forma:
"A doença é apenas e tão somente corretiva. Ela não é vingativa nem cruel; mas é o meio adotado pela nossa Alma para nos mostrar os nossos erros, nos impedir de cometer erros ainda maiores, nos impedir de causar maiores danos e nos trazer de volta àquele caminho da Verdade e da Luz do qual nunca deveríamos Ter nos afastado".
Apesar da simpatia de Bach por Hahnemann, ele achava que seu sistema era incompleto e tinha certeza que, se o mesmo vivesse mais tempo, iria, sem dúvida, descobrir o verdadeiro sistema de cura que é o que Bach criou e denominou como "a lei dos opostos".
Para vocês entenderem claramente esta lei, vou utilizar as palavras de Bach:
"Se um paciente está com um problema mental, surgirá um conflito entre o Eu Físico e o Espiritual, que produzirá a doença. O problema poderá ser repelido e a toxina eliminada do corpo, mas resta um vácuo: uma força adversa se foi, deixando vazio o espaço que ocupava.
O método perfeito não consiste tanto em repelir a influência adversa, mas em transformá-la na sua virtude oposta e, através dessa virtude, expulsar a imperfeição. Esta é a lei dos opostos, do positivo e do negativo.
Por exemplo: um paciente tem dor, porque há crueldade em sua natureza. Ele pode suprimir tal qualidade dizendo-se constantemente "eu não serei mais cruel", mas isso significa uma longa e árdua batalha e, se ele conseguir eliminar a crueldade, haverá uma lacuna, um vazio. Esse paciente pode, por outro lado, se concentrar no lado positivo para desenvolver a simpatia e, ao inundar sua natureza com essa virtude, substituir a crueldade por ela sem qualquer esforço, tornando seu retorno impossível.
Assim a ciência perfeita da cura ensina e ajuda o paciente no desenvolvimento da virtude que o tornará, de uma vez por todas, imune àquela qualidade adversa, e que ele deve eliminar em sua batalha particular".